18 de nov de 2008

O Lixo eletronico

Posted by Pedro Malta | 16:52 Categories:
Lixo eletronico, embora muitas pessoas não saibam esse pode se tornar um dos grandes problemas do mundo moderno, pois quando alguém descarta um equipamento eletrônico que para ele não tem mais utilidade, ele esta gerando lixo eletrônico também conhecido por e-lixo.

Os materiais como baterias, pilhas, celulares, computadores e seus periféricos, TV´s, DVD´s, entre outros são materiais que se não tiverem uma destinação correta vão contaminar o solo e as águas trazendo graves danos ao meio ambiente e a saúde humana.

Para piorar ainda mais esse quadro o tempo que se leva para substituir um aparelho eletrônico esta diminuindo cada vez mais, os rápidos avanços tecnológicos tornam os equipamentos eletrônicos em equipamentos ultrapassados em um piscar de olhos.

Hoje a estimativa é de que tenhamos cerca de 130 milhoes de celulares no Brasil e se levarmos em conta que quase todos serão trocados nos próximos 2 anos, e os computadores com seus 50 milhoes de unidades que iram ser trocados nos próximos 5 anos.

Segundo estudo realizado pelo Greenpeace foram produzidos cerca de 50 milhoes de toneladas de lixo eletrônico no ultimo ano e esse numero vai com certeza crescer no próximo

Alguns dados

  • Em 2007, no Brasil, foram comercializados 10,5 milhões de computadores. Estima-se um crescimento das vendas em 28%, para este ano;
  • A previsão é a de que o Brasil vai duplicar o número de computadores até 2012, chegando à marca dos 100 milhões;
  • Em 2007, pela primeira vez, o mercado brasileiro comercializou mais computadores do que televisores;
  • O número de usuários de internet no país chegou a 41,5 milhões em março deste ano;
  • Daqui a quatro anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas, ou 25% da população mundial, vão estar conectadas à rede mundial de computadores;
  • Os Estados Unidos é o país com o maior número de internautas, mas o crescimento vai ser dar, principalmente, nos países emergentes, entre eles Brasil, Rússia, Índia e China;
  • Em 2006, foram comercializados, no Brasil, 10,8 milhões de televisores novos;
  • Com essa expansão, nove entre dez casas possuem aparelhos de televisão atualmente.
  • No lixo eletrônico é possível encontrar substâncias tóxicas, como chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio
  • Anualmente, são gerados 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no planeta
  • Um celular tem em média vida útil de 18 meses
  • O Brasil possui 138 milhões de celulares – 72 aparelhos para cada 100 habitantes
  • A cada segundo, 23 celulares são fabricados no mundo
  • Um chip eletrônico exige 72 g de substâncias químicas e 32 litros de água para ser produzido
  • A cada quatro anos, as empresas substituem os seus computadores; nos domicílios, a troca é feita a cada cinco anos

    (Fontes: Abinee, Anatel, CDI, Motorola, SBPC, Vivo,Greenpeace)

No lixo eletrônico é possível encontrar substancias altamente tóxicas

Veja o que cada um desses elementos químicos pode causar no organismo humano:

  • Chumbo – provavelmente, o elemento químico mais perigoso; acumula-se nos ossos, cabelos, unhas, cérebro, fígado e rins; causa dores de cabeça e anemia, mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático.
  • Cobre – causa intoxicações; afeta o fígado.
  • Mercúrio – altamente tóxico, concentrações entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem; é de fácil absorção por via cutânea e pulmonar; tem efeito cumulativo; provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica - malformação de fetos durante a gravidez.
  • Cádmio – acumula-se nos rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração; causa intoxicação crônica; provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões; tem efeito teratogênico e cancerígenos.
  • Bário – tem efeito vasoconstritor, eleva a pressão arterial e age no sistema nervoso central; causa problemas cardíacos.
  • Alumínio – favorece a ocorrência do mal de Alzheimer e tem efeito tóxico sobre as plantas.
  • Arsênio – acumula-se nos rins, fígado, sistema gastrointestinal, baço, pulmões, ossos e unhas; pode provocar câncer da pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas; tem efeito teratogênicos.
  • Cromo – acumula-se nos pulmões, pele, músculo e tecido adiposo; pode causar anemia, afeta o fígado e os rins; favorece a ocorrência de câncer pulmonar.
  • Níquel – tem efeito cancerígeno.
  • Zinco – entra na cadeira alimentar afetando principalmente os peixes e as algas.
  • Prata – tem efeito cumulativo; 10 g de nitrato de prata é letal ao homem.

Além disso, para se produzir os aparelhos também são utilizados compostos químicos retardantes de chamas e PVC, que demoram séculos para se decompor no meio ambiente

Apesar de tudo, não existe ainda, no Brasil, uma legislação efetiva que regulamente as atividades de produção, comercialização, uso e descarte destes equipamentos, como computadores, telefones celulares, televisores, rádios, lâmpadas, pilhas, baterias e outros. Nenhum dispositivo legal estabelece responsabilidades, definindo a destinação adequada de sucatas eletrônicas.

A única exceção é a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, de número 257, que estabelece limites para o uso de substâncias químicas tóxicas em pilhas e baterias, obrigando os fabricantes a manter sistemas de recolhimento desses produtos, encaminhando-os para reciclagem. Já é um começo, pois, para atender a essa determinação, os fabricantes de aparelhos celulares criaram em sua rede de assistência técnica um serviço de coleta de baterias usadas, para posterior encaminhamento aos fabricantes. As operadoras de telefonia celular aderiram a essa causa, e também prestam este tipo de serviço.

Empresas que ainda não são obrigadas a proceder dessa forma, mas têm preocupação social ou desenvolvem estratégias de “marketing” para criar uma imagem positiva no mercado, também fazem o recolhimento de equipamentos eletrônicos usados.
Nos Estados Unidos já é comum empresas varejistas, principalmente as grandes cadeias de supermercados, oferecerem gratuitamente um serviço de coleta de sucatas eletrônicas, tal como ocorre no Brasil com materiais recicláveis como latas de alumínio, garrafas, papel e outros.

Não devolva para a natureza o que ela não criou.

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