14 de mai de 2008

Posted by Pedro Malta | 00:02 Categories:

A destinação de pneus inservíveis

Principais formas de eliminar pneumáticos no Brasil são:

1. Em fornos de fábricas de cimento, onde a queima de pneus invariavelmente provoca emissões de substâncias e compostos químicos perigosos, como dioxinas e furanos. Classificadas como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), devem ser cuidadosamente controladas, razão pela qual os países definem limites de emissões e estabelecem regras para o monitoramento desses poluentes.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) 26 das 47 cimenteiras têm licença para usar pneus. Algumas não queimam resíduos porque não contam com os equipamentos de segurança exigidos para reduzir suas emissões, ou porque a queima de pneus não se revelou economicamente viável.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a matriz energética da indústria de cimento aponta o coque como o combustível mais utilizado em seus fornos. Para justificar os investimentos necessários à substituição desse combustível (também altamente poluidor) por pneus, as indústrias necessitariam de um fluxo permanente de pneumáticos usados;

2. Na usina de xisto da Petrobrás, no Paraná, o pneu é misturado com o xisto betuminoso para extração de óleo. Do pneu usado no processo industrial é extraído cerca de 50% na forma de óleo, 10% se transformam em gases e água e o restante em resíduos perigosos (40%), que devem ser tratados para, em seguida, acabarem na mina de onde o xisto foi extraído;

3. Aplicação no asfalto-borracha. Os principais problemas do asfalto convencional são as rachaduras e o afundamento. Estudos demonstram que o asfalto-borracha possui alta resistência à deformação, menor ruído, melhor drenagem e maior aderência. Por outro lado, o uso de pneus em manta asfáltica tem apresentado problemas operacionais, pois a borracha perde suas propriedades ao ser reaquecida, dificultando a sua operação, além de exigir uma granulometria fina que encarece o processo. Outro ponto crítico é a disposição final após seu uso, pois a adição de borracha dificulta sua reciclagem. O Brasil possui em torno de 500 quilômetros de pavimentação com asfalto-borracha.

4. Na fabricação de solas de sapatos, cintas de sofás e outros. Esse reaproveitamento é artesanal e gera resíduos durante seu corte. Após o uso desses produtos, a borracha terá que ter uma destinação final;

5. E ainda para substituir uma quantidade de borracha virgem na produção de produtos como tapetes, pisos industriais, quadras esportivas, peças automotivas etc. Esses produtos também terão que ter uma destinação final após seus usos.

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